12.12.06

sinestesia.

A chuva lava toda a poeira da janela, desenhando. O ventilador ligado dá a sensação térmica de frio e calor, ao mesmo tempo. A casa,toda fechada. As ondas, batendo forte. Como a ressaca de mil litros de vinho. Solidão. A luz, produzida apenas por alguns apartamentos em volta. A TV, desligada. A cama, bagunçada. Os copos d’agua, sem água. As mãos, grudando. As coisas, espalhadas. O cheiro de cigarro,impregnado. Mais um deles, aceso. Ouço I could be Dreaming, música do Belle & Sebastian. O pensamento não está longe. Está aqui. Nesse exato lugar, nessa exata situação. Nenhum homem nasce uma ilha, torna-se uma.

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

nossa helvio, muito legal o da ilha. mesmo. ;)
to com saudade!!!!!!
beijo!

1:25 AM  
Anonymous Anônimo said...

Ei helvio! esse seu texto me lembra MUITO o tema de um poema que fiz no final do semestre passado... acho que vc vai gostar dele!
;**
(quando vc for lá em casa eu te mostro)

3:47 PM  
Anonymous Anônimo said...

Belle não me lembra solidão, lembro daquelas jovens francesas de cabelo engraçado e vestido de bolinha fazendo picnic no gramado da Sorbonne.

1:31 PM  

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