Show do YYY - Tim Stage - Rio de Janeiro.

Ir ao Rio é sempre maravilhoso.
Botafogo, Flamengo, Lapa, Laranjeiras, Humaitá, Catete... (tô podendo).
O Galeão é algo impressionante. Nunca tinha andado de avião. Confesso que não foi nada demais. Essa coisa de adrenalina... mito. Pessoas bonitíssimas.
O Rio é cultura. Além do mais, confesso, me sentia numa novela, a todo momento. Inevitável carregar consigo uma visão estereotipada das coisas. Mas eu senti o Rio.
Fotos? No way. O Rio é um museu, uma capelinha barroca, daquelas em que não se pode tirar fotos. Nem nas ruas gritantes da Lapa, nem em lugar algum. Os "curadores" não o deixam. Se você tirar a máquina do bolso, de verdade é assaltado. Não é uma visão alarmista, mas os assaltantes do Rio amam fotografia. E preservam o Rio. Não deixam ninguém tirar fotos.
Fotos só de cima do morro. Tiradas por eles, na visão deles.
De qualquer forma, a viagem foi perfeita. Pessoas maravilhosas me receberam, me fizeram rir de mim mesmo e das coisas mais simples.
O meu objetivo maior era ver o Yeah Yeah Yeahs, no Tim Festival. Tanto pra ver a banda que eu gosto quanto pra dizer que fui.
As pessoas, no Tim, pareciam de plástico. Muita maquiagem, roupas lindíssimas... nada contra. Só acho que as pessoas deviam fazer menos carão e SEREM mais. Pessoas lindas, fisicamente, com um neon piscando: SEXO.
Entrei no Tim Stage quando o Mombojó estava acabando de tocar a ultima música, confesso que não gosto da banda. Acho tão chatinho.
E logo, entra no palco, a mãe, Patti Smith. A mulher é foda. Ela é glamourosa, é trash, é feminina, é masculina, é simples, emperequetada. Dancei as suas músicas como se não existisse ninguém ali, foi uma entrega, sabe? Por alguns instantes, senti meus pés fora do chão, e isso não é clichê.
E então chega o tão esperado show. Queria matar a "gordinha" que estava testando os microfones, pois cada segundo parecia uma eternidade para ver a Karen O entrar no palco e me fazer voar. E foi o que logo aconteceu. Pensei que ela viria de Carmen Miranda... viajei.
A sua roupa era extravagante, como sempre. Mas com um ar abrasileirado, santificado. Cheguei a pensar na Maria do século XXI. O Yeah Yeah Yeahs tem dessas coisas.
O repertório foi perfeito. Musicas como: Warrior, Phenomena, Gold Lion, Fancy, Honeybear e Cheated Hearts mostraram que o Show Your Bones é um trabalho foda, com melodias perfeitas, letras extravagantes... e calou a boca dos pseudo-saudosistas que tem mania de falar mal dos trabalhos diferentes ao primeiro cd, sempre achando que nada vai superar.
Do fever to Tell, eles mandaram músicas que marcaram o show: Date with the night (ultima música, após aquele estratégico fim de show, que levantou o Tim Stage), Black Tongue (essa musica é perfeita), maps (de lei) e Y control ( A música)...
Tenho que dizer que foi o melhor show da minha vida. E da vida de muita gente que estava ali.
Se eu me decepcionei com alguma coisa? Sim, com as mecanicidades da performance de Karen O, algumas coisas deixam na cara que são réplicas, que por que deram certo, são repetidas. Não gostei disso. O Yeah Yeah Yeahs caiu no meu conceito.
Ah, tem a história da cueca... eu, Matheus, André e Paula fizemos uma cueca com varias coisas engraçadas escritas e jogamos no palco. Vou te contar que isso foi muito foda. É ótimo ser barangão. E eu, de verdade, sou. A Karen O pegou a bendita cueca na hora de começar Cheated Hearts, uma música que tem muito significado pra mim. Perfeito. E a minha vontade de aparecer foi concretizada.
Ah, e pra todos que sempre querem saber, vi um monte de artista. E fotologger famoso. Vou te contar que é tudo igual. Foi a época em que eu superamava essas pessoas.
Pisei no pé de uma dondoca, que não aceitou as desculpas. Pisei denovo.
Tudo muito caro... água 4 reais. absurdo. sagatiba, 10.
No dá pra contar tudo aqui. as outras coisas ficam na memória e ninguem, nunca, vai tirar isso de mim. por isso, valeu muito a pena.


1 Comments:
ai helvio, voce ta escrevendo tao bem! até eu que pouco me fodo pro yyy li até o final!! heheh
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