começo.
Já tive uns 200 blogs, mas nada que eu tivesse levado tão a sério. Na época, era mais uma forma de marketing pessoal, de mostrar pras pessoas tudo o que eu almejava ser. E esse vai ser exatamente a mesma coisa. E olha como isso é super verdade: vou começar postando uma foto minha.

Na hora de escolher a foto, na minha cabeça circulava algo do tipo: uma foto em que eu não esteja feio, que eu não pareça tão poser, que soe como intelectual e que soe como trash, ao mesmo tempo. E eis nem o melhor e nem o pior de mim, apenas o que eu quero aparentar. Se eu sou algo disso? Acredito que sim. Ninguém consegue ser tão fake assim.
Por quê cocô? O cocô nada mais é que a junção de tudo o que é ingerido, absorvido, vivido.
É o pôr pra fora tudo o que está dentro, é a síntese. Receber conhecimentos é alimento. Gerar conhecimentos é cocô. Cocô não é algo ruim, não é o que sobra, o que não presta. O cocô é algo que você mesmo fez. Se você é a mídia, você é cocô. Se você discute sobre algo, você está produzindo cocô. Cocô de conhecimentos. Por isso, quando escrevo, cago.




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